segunda-feira, 28 de julho de 2008

À amizade colorida

Um dos meus assuntos preferidos é relacionamentos, e os melhores, são aqueles de quarenta e oito cores importadas.
Já havia até me esquecido como estes tem sido essenciais em minha vida. Estes que estão disponíveis em minhas noites de carência, que me acordam pelo messenger, e que estão sempre prontos para alguma noite etílica com nintendo wii e batatas fritas.

E de alguma forma, acabamos sempre perdendo algumas cores no meio do caminho. Não que elas não fossem tão bonitas quanto às outras, porque afinal, não existe a cor preferida. Existe aquela com a qual convivo mais, como o roxo, mas isso não faz da cor-de-rosa menos bonita. E essas cores que se perderam, talvez nunca mais as encontrem, mas com certeza, contribuíram com traços essenciais em meus desenhos.

Então cores, obrigada por tudo! Obrigada por fazerem parte da minha paleta.

(Toda essa baboseira de cores é apenas para agradecer o melhor presente de desaniversário, um pouco atrasado).

sexta-feira, 18 de julho de 2008

coisas do interior

Noite de lua cheia. Ou quase cheia, como diria um amigo.
Ela esta linda, radiante, neste céu estrelado e limpo, típico de cidade do interior.
Sorrio novamente à ela.
- É senhorita, estou sozinha novamente à te contemplar, nestas minhas férias de suposto inverno.
Minha solitária caminhada à video locadora me traz algumas lembranças, e também, algumas observações.

Passo por uma avenida um tanto quanto agitada para um bairro residencial. É sexta a noite. Claro. Havia me esquecido. Início do fim de semana. Casais de namorados, famílias contentes comendo pizzas em rodízio. Do outro lado da rua, um homem sentado com um violão, fazendo um suposto "showzinho" a lá karaokê no bar do Bola. Imagino se essas pessoas sabem que estão sendo observadas. Se aquele casal notou que daquele ângulo podia-se ver a mão abusada do garoto por baixo da saia de sua amada. Ou se aquela garota acha mesmo que consegue disfaçar uma tropeçada com uma "corridinha de repente".

Creio que não.

Há seis meses atrás a locadora costumava ser duas vezes maior. Creio ser a única pessoa que ainda aluga filmes a cinco reais, quando se pode comprar um dvd pirata por um nove nove, ou simplesmente, "baixá-los" pela internet. Talvez esse tenha sido um dos motivos pelo qual a video locadora reduziu o seu espaço e número de funcionários.

Muita coisa mudou por aqui nos últimos seis meses, penso.

Volto solitariamente para casa. O aparelho de dvd continua estragado. Inspiro, expiro. Deito no sofá e passo os dedos entre os meus fios de cabelo. Exatamente como meu pai costumava fazer.

As crianças cresceram. O vizinho muleque já tem um gol "tunado". A minha amiga de infância vai ser mãe.

O que aconteceu? Sinto-me parada no tempo, quase como se os dias resolvessem passar sem mim. Aquilo que me era tão familiar, agora já não mais tanto.
Uma confusão de pensamentos em minha mente. As minhas certezas, os meus planos se perderam. O que me parecia tão previsível, agora, é tão incerto.
A lua continua bela como eu costumava recordar.
"E agora, José?"